Tomás
de Torquemada, frei dominicano do sec XV, foi o grande nome da Inquisição Católica na
Espanha. Suas práticas lhe garantiram o título de
“o martelo dos hereges”.
Os procedimentos de Torquemada para “arrancar” verdades
e conseguir provas, com o tempo, produziram, como efeito colateral indesejado, a “colagem” simbólica da Santa
Inquisição à Igreja, sobretudo à imagem da Bíblia, ou seja, se um leitor da
Bíblia, o irmão Torquemada, é capaz de atos terríveis contra outras pessoas,
então este livro deve ser ruim...
A associação
direta entre Inquisição e a Bíblia é um equívoco, visto que os escritos da
Bíblia não apoiam/indicam/sugerem/aprovam a tortura como meio de purificação da
alma “pecadora” e nem mesmo a perseguição a hereges como uma prática religiosa...
Durante
o governo militar no Brasil, por falta de recursos humanos para os serviços de
polícia política, os governantes fizeram uso da estrutura existente das Polícias
deste país.
Os vinte e um anos dos generais no poder agiram como adesivo a ligar a imagem das Polícias à repressão.
Formadores
de opinião, imprensa/intelectuais/líderes partidários, ainda não conseguiram
descolar o serviço policial cotidiano das práticas dos tempos da ditadura. Isso
gera uma busca sistemática a erros no trabalho dos encarregados da aplicação da
lei, possivelmente pelo fato de que os resultados terríveis da Inquisição Brasileira
jamais serão esquecidos.
Dia desses li um cartaz, alusivo aos chamados “anos de
chumbo”, num diretório acadêmico de Ciências Sociais de uma Universidade:
Esquecer nunca, perdoar jamais!
Essas
críticas e ataques visam auxiliar a Polícia a servir melhor sua comunidade? Ou a
intenção é combater por combater? Ou é vingança e revanche ao período “torquemático”?